A DOENÇA DO CARRAPATO É UM MAL COMUM NA VIDA DOS CÃES, INFELIZMENTE.
O PIOR É QUE GERALMENTE OS DONOS SÓ SE DÃO CONTA DA DOENÇA E PROCURAM SOCORRO MÉDICO, QUANDO A DOENÇA JÁ ESTÁ BEM AVANÇADA E MUITAS VEZES, JÁ É TARDE DEMAIS!
PENSANDO NISSO, RESOLVI POSTAR SOBRE ESSA DOENÇA "POPULAR" PRA DEIXAR TODOS VCS LEITORES BEM INFORMADOS PRA SABER IDENTIFICAR ELA DESDE CEDO PRA EVITAR TRANSTORNOS E DANOS IRREPARÁVEIS AOS NOSSOS QUERIDOS AMIGOS!
* CONHECENDO O INIMIGO: O CARRAPATO
Pelas suas características, os
carrapatos são parasitas obrigatórios e temporários. Obrigatórios, porque não podem
viver sem o hospedeiro, que lhes proporciona o sangue necessário para continuarem o seu
ciclo de desenvolvimento, uma vez que se instalaram na sua pele (regiões onde esta é
fina: orelhas, pregas do abdômen, espaços interdigitais). Temporários, pois, quando
terminam de chupar o sangue, os ácaros abandonam o hospedeiro.
Cada carrapato fêmea adulta é capaz de pôr entre 3.000 e 5.000 ovos,
após a postura e incubação, que ocorrem no meio ambiente, estes ovos irão dar origem
às larvas hexápodes (que possuem 3 pares de patas) que são muito ativas e resistentes.
Elas irão imediatamente procurar um cão para se alimentarem. Depois de uma ingestão de
sangue que pode durar de 3 a 6 dias, a larva repleta solta-se e cai, e se transforma em
uma ninfa aclópode (com 4 pares de patas), esta ninfa por sua vez também procurará um
cão para se alimentar e uma vez saciada cairá e sofrerá uma nova mudança para se
transformar em um adulto jovem sexuado, igualmente oclópode. Esse jovem por sua vez
também irá procurar um cão para se alimentar e tornar-se adulto. O acasalamento
produz-se sobre o hospedeiro, durante a ingestão de sangue, que pode durar até dez dias.
Depois, a fêmea repleta de sangue parte à procura de um meio favorável para pôr os
ovos (solos, celeiros, buracos nos tetos, etc.).
Os carrapatos preferem os climas quentes e úmidos, como o da bacia
mediterrânea ou dos Trópicos, onde se encontra a maioria das setenta espécies
conhecidas. No Brasil, a babesiose é bastante comum nos estados do Nordeste brasileiro, e
menos comum nos do Sul e Sudeste
* CONHECENDO A DOENÇA: ERLICHIOSE
Conhecida
popularmente como “doença do carrapato”, a Erlichiose é uma doença
transmitida por carrapatos do gênero Rhipicephalus sanguineus, muito
comum em cães (seus hospedeiros principais) e rara em gatos.
Nos
cães, o carrapato transmissor da doença é o Erlichia canis. A
transmissão se dá quando o carrapato ataca um cão já contaminado pela
Erlichia se contaminando e, posteriormente, ao atacar um cão sadio, faz
com que a doença penetre em sua corrente sanguínea, causando anemia
pela destruição das células vermelhas.
*OS SINTOMAS
Os sintomas
apresentados por um animal infectado dependem da reação do organismo à
infecção. A Erlichiose pode se desenvolver em 3 fases.
Na
1ª, chamada fase aguda (onde o animal doente pode transmitir a doença e
ainda é possível que se encontre carrapatos), os sintomas como febre,
falta de apetite, perda de peso e uma certa tristeza podem surgir entre
uma e três semanas após a infecção. É possível, também, que o animal
apresente sangramento nasal, urinário, vômitos, manchas avermelhadas na
pele e dificuldades respiratórias. Nessa fase, nem sempre o dono
percebe os sintomas e, conseqüentemente, que o animal está doente.
Na
fase subclínica, que pode durar de 6 a 10 semanas (sendo que alguns
animais podem nela permanecer por um período maior), o cão é,
aparentemente, saudável sem que apresente nenhum sintoma clínico,
apenas alterações nos exames de sangue. Somente em alguns casos o cão
pode apresentar sintomas como inchaço nas patas, perda de apetite,
mucosas pálidas, sangramentos, cegueira, etc.
Na 3ª fase,
chamada de fase crônica, os sintomas são percebidos mais facilmente
como perda de peso, abdômen sensível e dolorido, aumento do baço, do
fígado e dos linfonodos, depressão, pequenas hemorragias, edemas nos
membros e maior facilidade em adquirir outras infecções.
* CONHECENDO A DOENÇA: BABESIOSE
A Babesiose é uma
doença parasitária, não transmissível ao homem. Seu agente transmissor
é o carrapato Rhipicephalus sanguineus, que parasita e destrói as
células sanguíneas do animal causando anemia podendo, inclusive,
levá-lo à morte.
O carrapato se contamina pela Babésia ao
se alimentar do sangue de um animal já contaminado e, ao picar um
animal sadio, dá continuidade ao ciclo de contaminação.
* OS SINTOMAS
Uma
vez contaminado, o anima apresenta como sintomas a perda de apetite,
febre, desânimo, fezes acompanhadas de sangue, palidez nas mucosas
conjuntiva e bucal, além de sangramentos no nariz, boca e ponta das
orelhas.
Em alguns casos, filhotes com 8 a 12 semanas de
vida podem estar imunes à doença graças aos anticorpos herdados da mãe.
Geralmente, os animais mais suscetíveis aos efeitos da doença são
aqueles que estejam debilitados (não totalmente saudáveis) ou
estressados.
Na fase crônica da doença, a destruição das
células sanguíneas é menor do que nos casos agudos, o que causa o
aumento do baço e o surgimento de icterícia (amarelão).
Os
sintomas acima descritos podem levar semanas ou meses para que se
tornem evidentes. O tempo para que esses sintomas se manifestem varia
de acordo com as condições de saúde do animal, a raça, a idade, o
número de carrapatos encontrados no animal. Tudo somado a uma série de
fatores e condições do ambiente onde vive o animal.
*O QUE FAZER AO DESCONFIAR QUE UM CÃO PODE ESTAR INFECTADO?
Quanto
mais cedo for diagnosticada a doença, maiores são as chances de sucesso
no tratamento.
O diagnóstico pode ser feito através de exame de sangue
completo ou por exames específicos, como imunofluorescência direta, etc. Portanto, se um desses sintomas acima foram encontrados no cão, ligue para o seu veterinário, e agende um exame de sangue para o seu cão, geralmente em 24 h já sai o resultado e em seguida ja pode se iniciar o tratamento.
A doença tem tratamento em qualquer dos estágios, o tratamento é feito á base de antibióticos, e pode ser necessário a aplicação de soro ou transfusão de sangue.
*COMO PREVENIR?
Não há vacina contra a doença, o único meio de afastá-la é eliminando os carrapatos do cachorro e do ambiente, lembrando que o ambiente sempre terá muito mais carrapatos e ovos do que o cachorro, portanto deve-se uma atenção dobrada aos pertences do cão como: casinha, paninho, o espaço em que ele fica, roupinhas; Tudo isso deve ser constantemente desinfectados com produtos específicos, lança chamas também é um ótimo aliado pra ser usado em paredes e chão (que não corram o risco de incêndio, por favor) e o no cão deve se usar produtos específicos para o cão ( não use veneno usado para animais de grande porte ) e também existe no mercado grande variedade de shampoos, sabonetes, coleiras que previnem o aparecimento de pulgas e carrapatos nos mesmos;